OPINIÃO:
COMPUTAÇÃO EM NUVEM É IMPORTANTE PARA AS PEQUENAS EMPRESAS
Não há
dúvidas de que o conceito de “Cloud Computing”, a computação em nuvem, veio
para ficar. Apontado por grandes institutos de pesquisa como a principal
tendência do mercado de tecnologia da informação e comunicação nos últimos
tempos, ele está sendo adotado cada vez mais por empresas que buscam reduzir
custos e otimizar a gestão do ambiente de TI. De acordo com um estudo da Frost
& Sullivan, seu uso vai crescer 74% em 2013, em relação ao ano passado e
movimentar cerca de US$ 302 milhões, apenas no Brasil.
Outra
pesquisa de mercado, publicada no início deste ano, informou que o setor de
serviços em nuvem atingiu US$ 45 bilhões no mundo inteiro ano passado. Ajudando
a impulsionar esse número, estavam seis milhões de pequenas e médias empresas
que adquiriram pela primeira vez um serviço de nuvem em 2012.
O mesmo
relatório previu ainda que o mercado deve crescer anualmente a uma taxa de 28
por cento até se tornar uma indústria de US$ 95 bilhões de dólares por volta de
2015. Mas será que a nuvem é vantajosa também para as pequenas empresas? Eu
respondo que sim, e muito. A nuvem tem se transformado cada vez mais numa forma
inédita de democratizar a tecnologia.
Maior
responsável por proporcionar vantagem competitiva, historicamente, a tecnologia
que as companhias maiores utilizavam não estava disponível para as de menor porte,
que normalmente possuem 50 funcionários ou menos. Agora, pela primeira vez, ela
está acessível e não requer hardware ou conhecimentos técnicos. Isso diminui a
diferença tecnológica entre esses dois nichos de mercado e é uma mudança de
grandes proporções.
A magia
da nuvem está em permitir que as organizações, seja uma empresa pequena, média
ou grande, explorem infinitas possibilidades usando o melhor da tecnologia. Ao
contrário de algumas outras novidades da TI, optar por soluções na nuvem já
custa menos que o investimento em estrutura própria. Nesse modelo, os dados
ficam hospedados em um datacenter. Ao adotá-lo, as pequenas empresas não
precisam mais se preocupar com servidores, banco de dados, memórias, espaço em
disco, back-up, velocidade de processamento, segurança da informação,
dispensando também a necessidade de mão-de-obra especializada (muito demandada
no mercado atual).
Além de
diminuir custos, a pequena empresa pode colher mais benefícios ao gerar
economia com o compartilhamento de infraestrutura e oferecer aos seus
colaboradores uma ferramenta disponível, que pode ser acessada a qualquer
momento, de qualquer lugar. Hoje, já é possível encontrar soluções de gestão
totalmente em nuvem. Ou seja, de qualquer computador com conexão à Internet, ou
via smartphones e tablets, os gestores podem acessar informações estratégicas
de todas as áreas da empresa. Por exemplo, vendas, estoque e financeiro,
acompanhando em tempo real a evolução do seu negócio para tomar decisões mais
rapidamente. A manutenção também fica por conta do fornecedor de TI, retirando
essa preocupação do gestor, que pode se concentrar no que realmente é seu “core
business”.
Como a
nuvem proporciona ao pequeno empresário uma alta tecnologia, com valor
acessível, a entrega de conteúdo para os usuários finais fica mais rápida do
que se fosse utilizada uma tecnologia inferior, facilitando o armazenamento e a
recuperação de arquivos. Isso acaba impactando na produtividade e mobilidade
dos colaboradores, que podem trabalhar de forma remota acessando facilmente
dados internos, mesmo estando distantes fisicamente dos escritórios.
Outra
vantagem é que o baixo investimento em infraestrutura de TI proporcionado pela
nuvem acaba permitindo maior escalabilidade para a expansão dos negócios, sem
custos adicionais. A computação em nuvem é flexível a ponto de se ajustar à
medida da necessidade do cliente, sendo assim, ele pode começar utilizando
alguns serviços e ir aumentando ao longo do tempo, conforme sua demanda.
Por todos
esses benefícios que citei, não vejo a menor possibilidade de parar o avanço do
Cloud Computing. Por isso, cabe às pequenas empresas correrem atrás para se
atualizarem tecnologicamente, e ampliarem sua competitividade igualando-se às
grandes companhias no que se refere à tecnologia de ponta. O que pode ser a
base para a construção de um mercado corporativo equilibrado.
Fábio
Tulio

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