Selva
de Pedra – até quando?
As grandes cidades estão se desenvolvendo a cada
dia mais, como já sabemos. É um movimento que começou no início do século XX e essa modernidade tem suas vantagens e
desvantagens.
Podemos citar o desenvolvimento humano, tanto
intelectual quanto em qualidade de vida, como uma das vantagens desse momento.
As cidades estão crescendo verticalmente, tecnologias são implementadas, a
acessibilidade está em pauta, a preservação
do meio-ambiente e a consciência de que precisamos tomar certos
cuidados com nossas atitudes em relação ao ambiente em que vivemos é cada vez
mais séria.
Hoje a responsabilidade social e ambiental tem
função importante no desenvolvimento da sociedade e como exemplos do que fazer para cuidar
dos nossos recursos e preservar o meio em que vivemos, as empresas modernas estão sendo mais
cobradas a adotar posturas consonantes com o momento atual. Ninguém
aceita mais empresas que poluem rios e soltam gases tóxicos na atmosfera sem falar
nada: é um conceito geral que a mudança começa com pequenos gestos individuais,
mas é grande também a responsabilidade das organizações para que utilizem os
recursos de forma consciente e ajudem nessa tarefa difícil que é a consciência
ambiental e a mudança de postura.
A administração pública, por exemplo, tem papel importante para atingir
as diversas camadas da população levando a informação necessária e
conscientizando as pessoas desde quando crianças até a melhor idade. Em alguns
casos extremos, adotar políticas mais rígidas também se faz necessário, como no
Rio de Janeiro, onde uma pessoa que joga
lixo no chão pode ser multada em até R$980,00! O
que isso significa? Que a situação é tão urgente que não havia mais soluções
disponíveis do que “mexer no bolso” do cidadão (pode até parecer injusto,
porém, as pessoas às vezes só mudam quando o assunto é dinheiro).
Outro exemplo interessante acontece no município de
Sorocaba (SP) que realiza projetos nas escolas públicas para que os alunos dos
primeiros anos aprendam a cuidar do meio-ambiente e da água, nosso bem mais
precioso. Mas é claro que de nada adianta criar diversos programas com esse
objetivo sem se atentar para a sequência, ou seja: os projetos devem ter
início, desenvolvimento e acompanhamento, não pode ser uma coisa que acontece
uma vez e depois ninguém mais lembra. É necessário dar continuidade.
Encontrei um caso interessante nos EUA, visando a
eliminação de problemas com as enchentes: a
remoção de calçadas para devolver áreas permeáveis às cidades. Em um
primeiro momento, parece uma medida polêmica, afinal, “descalçar” as passagens
de pedestres pode prejudicar a acessibilidade e assim o movimento terá
resultado negativo.
Mas no caso desses americanos de Portland, Oregon, a ideia é
consciente: “tudo é feito com permissão das
autoridades locais, em casos de espaços públicos, ou de proprietários de
terrenos”, afirma o diretor do projeto Eric Rosewall. Ele relata ainda
que “somos procurados por pessoas com fome
de ação. Gente que gosta do trabalho pesado e do que chamamos de ‘destruição
coletiva’”.
Nesse caso, as ruas e calçadas que o movimento
retira o concreto acabam virando jardins, escolas infantis, hortas comunitárias
e vegetação, compondo um cenário mais vivo e permeável, ajudando a resolver
problemas com enchentes escoando a água da chuva.
É claro que essa atitude, no Brasil, iria gerar
questionamentos ou sarcasmos como: “nas
calçadas e ruas daqui nem precisaremos retirar o concreto. Já não tem! E o que
tem está horrível.” Porém, a ideia é interessante para
compreendermos como podemos ajudar a
melhorar o ambiente em que vivemos com simples atitudes e vontade de mudar e
melhorar.

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