Dedicação a distância
A vantagem é a flexibilidade, mas cursos online de
especialização exigem empenho de aluno e professor
Muitos
profissionais lidam com a constante cobrança pela atualização de seus
currículos, mas, em meio à rotina das grandes cidades, poucos têm tempo e
disposição para se deslocar até uma faculdade e assistir a aulas expositivas
durante horas. Por isso, para algumas pessoas, os cursos de especialização a
distância aparecem como a opção mais viável.
Se por um
lado eles oferecem maior flexibilidade quanto aos locais de estudo e aos
horários de aula, por outro os cursos online exigem ainda mais dedicação e
disciplina que os presenciais.
Em 2011 o
analista de sistemas Ricardo Mendonça, de 32 anos, concluiu a especialização em
Tecnologias e Sistemas de Informação da Universidade Federal do ABC. Mendonça
buscou o curso com a ilusão de que teria mais tempo livre. “Foi um grande
engano”, diz Ricardo. “O curso foi difícil e em vários momentos tive de estudar
de quatro a cinco horas por dia para conseguir entregar todos os trabalhos.”
Para o
diretor executivo da FGV Online, Stavros Xanthopoylos, a figura do tutor é o
que define a qualidade e o sucesso de um curso a distância. “Um tutor proativo
que acompanha de perto a evolução e as atividades de cada aluno faz a
diferença”, afirma. “É ele quem fará com que o aluno se interesse, estude, se
dedique e não abandone o curso.”
Metalinguagem
A
professora do Istituto Europeo di Design, Márcia Holland, foi aluna da
pós-graduação de Design Instrucional oferecida pelo Senac São Paulo desde 2010.
O curso é voltado para profissionais que querem atuar em projetos de educação a
distância.
Márcia já
era pesquisadora do tema e desejava aprimorar o ambiente de aprendizagem que
mantinha com seus alunos. “O curso possibilitou a organização de uma série de
conceitos e metodologias que tornaram meu ambiente muito mais qualificado e
atraente”, diz.
Hoje os
alunos de Márcia se reúnem em um ambiente imersivo e em 3D. Estudantes e
professora são avatares (personagens virtuais) que assistem a vídeos, leem
textos e os discutem virtualmente.
Cristiane
Nascimento, Especial para o Estadão.edu

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